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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CAUSAS DE MORTE NOS FILHOTES



CAUSAS DE MORTE NOS FILHOTES

Quando os filhotes morrem até ao terceiro dia, normalmente é porque os pais não os alimentam suficientemente bem, e vão enfraquecendo, acabando por morrer nos três primeiros dias.Daí ser sempre conveniente, no mínimo, observar de manhã, por volta das 8 horas se já têm o papo cheio, se não teremos que lhes dar a comida. Também é conveniente verificar por volta das 12 ou 13 horas, idem, depois pelo menos à noite, antes cerca de uma hora das luzes se apagarem, ou no caso de ser iluminação natural, antes do anoitecxer, que é para eles não passarem a noite toda sem nada no papo. Quando os pais não os alimentam, deveremos dar papas de 2 a 3 horas de intervalo no máximo, nos primeiros 5 dias. É que normalmente após uns dias de termos colaborado na alimentação dos filhotes, entretanto estes já ganharam força suficiente para pedirem a comida aos pais, passando estes a alimenta-los convenientemente. Também, será oportuno lembrar que nesta altura a iluminação deverá ter a duração pelo menos de 15 horas, das 6:30h da manhã, as 21:30 horas da noite.
Existem no mercado especializado, papas próprias para a cria à mão, por palito ou através de seringa, devendo no entanto escolher-se a mais adequada ao tipo de raças que estamos a criar.
A título de exemplo lembro que o valor protéico das papa terá que variar conforme os tamanhos das raças, assim dou alguns exemplos, raças de pequeno porte, como: os Canários de cor, Glosters, fife-Fancy e Lizards, necessitam até ao trinta dias de papas (quer de cria à mão, quer de comedouro), com um valor protéico bruto de aproximadamente 26%. Para canários de médio porte, como: Border, Norwich e Frizado do Sul, cerca de 29%, para grande porte, como: Crest, Yorkshire, Frizado do Norte e Pduano, cerca de 32%, e para raças gigantes, como o: Lancashire e Frizado Parisiense, 38% de proteína bruta. É claro que não encontrará papas no mercado com todas as características, pois ficam muito mais caras, devo dizer que a papa que eu utilizo para os meus Parisienses, deverá juntar à papa de cria à mão Proteínas vegetal e animal, ou seja, por exemplo de soja e lactoalbumina, que contém todos os aminoácidos necessários ao desenvolvimento, devendo ser equilibrada em 45% de proteína vegetal: 55% de proteína animal, acompanhadas de fosfato bicalcico, para um melhor desenvolvimento ósseo.
Nesta altura a Gordura bruta deverá ter um valor máximo de 8%, os minerais que na vida normal são de 3%, nesta altura terão de triplicar, as fibras e cinzas na ordem dos 3%. É conveniente entre a mistura que se fornece a os papas, os Hidratos de Carbono andarem pelos 58 a 60%, o que quer dizer que não se deve fornecer muita aveia juntamente com o alpiste, pois torna-se muito indigesta.
A ambas as papas deveremos juntar um Probiótico à base de lactobacilos, para reposição constante de flora intestinal, e um antibiótico leve, próprio para crias, para prevenção de doenças intestinais. A papa de cria à mão normalmente só é utilizada durante os primeiros 8 a 10 dias, pois a partir dessa altura não a aceitam mais, daí, na papa que se coloca no comedouro para os pais a fornecerem aos filhotes, deverá continuar a possuir as qualidades protéicas e todas as outras acima referidas, pelo menos nos primeiros 30 dias de vida.
Se morrerem após o quinto ou sexto dia, é bem mais grave, pois se passam os 3 primeiros dias, não se trata de falta de alimentação, mas sim de doença, pois, muito embora eles possam morrer em estado de eventual magreza, deve-se ao fato de estarem doentes e os pais ao constatarem isso, na maioria dos casos acabam por lhes deixar de dar comer.
Normalmente a doença que aparecer entre quinto e o décimo segundo dia é a Colibacilose, originada pela bactéria Ech.Coli, que é a que mais mata no ninho, a par eventualmente da Proventiculite.
Se os pais estão aparentemente bem, é Colibacilose. Se os pais estão um pouco abatidos, a ficar gradualmente magros, é bem pior, é Proventriculite, e esta doença praticamente não tem cura.
Vamos começar pela hipótese da Colibacilose; A colibacilose normalmente tem duas vertentes que atacam ao mesmo tempo, que é a de via intestinal e a de via respiratória, daí há necessidade de efetuar um tratamento, 5 dias antes da previsível postura (este tratamento põe-os imunes durante 15 dias a 3 semanas), com um antibiótico que possua a capacidade de prevenir a Colibacilose, Coccidiose, Salmonelose e Micoplasma, que normalmente será necessários associar-se dois antibióticos, que sejam compatíveis, administrar pelos menos 5 dias, sempre com complexo vitamínico-mineral-aminoácido.
Tal como outros grandes criadores nacionais e estrangeiros, eu não aconselho dar legumes na época das criações, pelo menos nos primeiros dias pois embora sejam muito apetecíveis, são a causa da origem da salmoneloses e colibaciloses, já que ou estão mal lavados, ou demasiado indigestos, face à fermentação, para além de nos canários de porte ser um fator de fraco desenvolvimento. Eu próprio não dou legumes aos meus canários há três anos, e tenho casais a criar desde 1995, que nunca estiveram doentes. Claro que, os legumes são ricos em minerais e sódio, que tudo isto é facilmente substituível com um complexo multimineral (eu utilizo um à base de extratos de algas). O sódio resolveremos com uma colher de sopa de sal de cozinha, por cada quilo de papa. O sódio é importante porque evita o picacismo e canibalismo. Quanto à fruta, nesta altura não dar mais que um pouco de maçã e ou cenoura cortada e não ralada, pois a cenoura ralada azeda e fermenta de imediato, uma vez por semana.
Dar menos sementes negras (gordas) e mais papas, devendo 15 dias antes das criações dar dia sim dia não, dar todos os dias durante a época da postura, parar na incubação e recomeçar a dar 2 dias antes do filhotes nascerem, a partir daí dar todos os dias até à sua separação, entretanto os pais no novo ciclo da incubação, continuando os filhotes com papa diária até os 45 dias, retomando depois uma alimentação normal.
Se a papa é de molhar, nunca deve ficar de um dia para o outro, e se a umidade da papa é grande, e a umidade ambiente é mais de 60%, deverá estar disponível para os canários no máximo 2 horas.
À noite convém deixar a chamada papa úmida (de ovo), e para a enriquecer um pouco, deverá juntar-se lhe papa úmida de insectívoros, pois tem mais proteína.

Luiz Pirez Ovar
Revista Pássaros Ano 7-nro 33/2002
Arquivo editado em 25 Maio 2003
Artigo retirado do site: http://www.criadourokakapo.com

FRISADO PARISIENSE

 


COMO MELHORAR A EMPENAÇÃO DO SEU FRISADO PARISIENSE

Um dos principais fatores que embelezam o Frisado Parisiense é sua empenação limpa e perfeita. Entre os criadores, existem diversos conceitos de como conseguir mante-lo em condições de participar de concursos e, conseqüentemente torná-lo um campeão.
Descrevo, abaixo, a minha forma de proceder:
a) ACASALAMENTO: Devemos sempre acasalar pássaros de penas sedosas com outros de penas duras e médias, porém, este tipo de acasalamento não nos livrará totalmente de obter pássaros imperfeitos, pois nem sempre a teoria se expressa na prática.
b) LIMPEZA: Nossos viveiros e gaiolas deverão sempre estar em perfeito estado de limpeza. As grades (pisos) devem ser trocados a cada 3 ou 4 dias e as bandejas devem ter os papéis removidos, pelo menos um dia sim outro não.
c) BANHOS: Alguns criadores não possuem o hábito de colocar recipientes(banheiras) com água para que os pássaros se banhem. Particularmente, tenho como procedimento usual, colocar recipientes para que meus pássaros se banhem a partir dos 30 dias de vida, sempre que a temperatura e o sol estejam agradáveis para que haja a rápida secagem dos mesmos. Sempre que constato que os fachos ou alguma parte do pássaro estão sujas, coloco recipiente para o mesmo se banhar.
Observação: Alguns criadores não costumam oferecer banhos aos pássaros,preferindo lavá-los, manualmente antes de cada competição.
d) SOL: Outro fator muito importante é a exposição dos pássaros ao sol, sempre tendo o cuidado de deixar uma parte da gaiola coberta, para que o mesmo possa escolher quando quer permanecer ao sol ou na sombra. O sol após o banho é muito importante pois seca mais rapidamente as penas, evitando que o pássaro possa resfriar-se ou contrair uma doença mais grave.
Observação: Evitar colocar o pássaro ao sol em locais onde haja corrente de vento. A exposição ao sol também contribui para que as penas fiquem mais soltas, modelando melhor o pássaro.
Além dos cuidados especificados acima, devemos sempre observar o pássaro, verificando se uma ou outra pena da cauda, da asa dos fachos, do manto etc., está destoando do conjunto e retirá-la, contribuindo assim para um visual mais harmônico.
Observação: Este procedimento deve ser feito com muito critério para que não sejam retiradas penas em excesso e, de preferência, feito em etapas, dia após dia de observação, levando em conta também os prazos de entrega para a exposição.
Outras partes do pássaro devem ser limpas periodicamente, tais como: cauda, ponta da asa, e as penas, que porventura estejam sujas na região da cloaca. Para lavar a região da cloaca, devemos usar sabão de coco, retirando toda a sujeira existente.Após esse procedimento devemos enxaguar a região com água, até a retiradatotal do sabão. Logo em seguida, de preferência, devemos expor o pássaro aosol para que seque mais rapidamente ou se necessário usar o secador de cabelos para não deixar o pássaro molhado.
Observação: Devemos ter muito cuidado quando lavamos esse local, pois ai encontram-se algumas penas delicadas que devem permanecer, tais como: penas de galo, que não devem ser extraídas pois a existência delas concede ao pássaro alguns pontos na hora do julgamento que, em alguns casos, ajudam na decisão de quem será o campeão.

Fonte: revista CPCCF

O GLOSTER IDEAL



O GLOSTER IDEAL


Tamanho: é um pássaro pequeno, tendendo ao diminutivo. O tamanho ideal é em torno de 12 cm,

Topete: o topete é rico em penas, redondo, simétrico e perfeitamente aderente à nuca, cobrindo parte do bico e dos olhos. O ponto central de onde se irradiam as penas é pequeno de no máximo 1mm de diâmetro,

Consort: o Consort possui cabeça redonda sob todos os ângulos, penas longas e sombrancelhas bem evidentes, como devem ser todos os parceiros de pássaros de topete,

Corpo: o pescoço é curto e grosso, ligando harmoniosamente ao dorso, peito e ombros, o dorso é ligeiramente arredondado, ombros largos, peito amplo com afunilamento pronunciado em direção à cauda,

Plumagem: deve ser compacta, sem frisos ou penas soltas e são aceitas todas as cores, à excessão do fundo vermelho,

Postura: se caracteriza por uma inclinação do corpo de aproximadamente de 45 graus com a horizontal,

Cauda: é curta, compacta, praticamente alinhada com a parte de baixo do dorso.

Asas: curtas, assentam-se perfeitamente sobre o dorso sem cruzar as pontas que se apóiam sobre a rabadilha,

Pernas: as coxas são dissimuladas na plumagem, são implantadas bem atras do corpo, as canelas curtas com dedos e unhas perfeitos,

Temperamento: é um pássaro vivo, de movimentações constantes.

Fonte: manual da FOB - Federação Ornitológica do Brasil

TAREFAS DOS CANARICULTORES AO LONGO DO ANO



TAREFAS DOS CANARICULTORES AO LONGO DO ANO

Dezembro / Janeiro

Efetuam-se as últimas crias. O que não se conseguiu até este mês, não adianta continuar a tentar, pois as fêmeas estão praticamente esgotadas pelo calor, pelo cansaço e pelo esforço da criação. Convém ir se preparando para a próxima muda, administrando para as fêmeas alimentação rica em vitaminas, aveia, etc. Terá que cuidar que a água seja abundante e fresca e que os alimentos brandos não cheguem a fermentar pelo calor. Cuidado com as mudanças bruscas do clima de verão.

Janeiro / Fevereiro

Todos os utensílios que foram usados durante a época de cria, serão desinfetados corretamente e guardados para a próxima cria. Os exemplares deverão estar nas voadeiras ou gaiolões de emenda. Devemos observar o seu vigor e estado geral de saúde. A alimentação deve ser variada e rica em cálcio para que possam enfrentar o desgaste originado pela muda.

Fevereiro / Março

Os canários estão em plena muda, não deveremos perder de vista, sobretudo, os últimos filhotes que são os mais débeis, assim como também os exemplares adultos, tratando de ajudá-los no transtorno da troca de penas, preservando-os das correntes de ar e mantendo uma abundante e variada alimentação.

Março / Abril

Mês de pouca atividade. Os exemplares continuam nas voadeiras. Estarão em sua maioria com suas novas plumas, e com a muda terminando. Devemos começar a escolher os melhores filhotes.

Abril / Maio

Começa o frio e deveremos aumentar na comida a porcentagem de alguns grãos oleaginosos (níger, cânhamo, etc.). Se iniciará a seleção dos pássaros que poderão ser candidatos a Concursos, colocando-os em gaiolas individuais.

Maio / Junho

Chega o rigoroso inverno. A alimentação será mais forte, pois o organismo consome grande quantidade de calorias. Observaremos com mais detalhes os pássaros que selecionamos para exposição, mantendo-os em perfeita higiene.

Junho / Julho

Mês de exposição. O canaricultor obterá o fruto de tudo o que sonhou, não devendo deixar-se levar por algum desengano, pois, em canaricultura sempre haverá o que aprender, e a melhor forma de fazê-lo é corrigindo os fracassos ocorridos. E quanto ao cuidado com os exemplares, seguiremos com a indicação dos meses anteriores, boa alimentação e preservação contra os rigores do inverno

Julho / Agosto

Começaremos as tarefas da reprodução, serão selecionados, minuciosamente, os casais, observando que ambos os componentes se completem, de acordo com o que desejamos criar.

Agosto / Setembro

Se o tempo ajudar, teremos fêmeas chocando e para meados do mês, os primeiros filhotes, a quem dispensaremos cuidados especiais, alimentação fresca e variada, abundante e nutritiva. Se tratará no possível, de não molestá-los, apesar de vigiar se constantemente, em momentos oportunos, se os pais tratam dos filhotes.

Setembro / Outubro

A criação estará em pleno apogeu, e teremos filhotes emplumados e outros a sair dos ninhos, deveremos estar atentos ao comportamento dos pais, pois alguns machos mais fogosos molestam as fêmeas. Se isso ocorrer, deveremos então separá-los . Por outro lado, pode ocorrer que fêmeas arranquem penas dos filhotes, no seu afã de fazer novo ninho. Deveremos então separar os filhotes com uma grade, possibilitando a fêmea a continuar tratando dos filhotes, até que possam comer sozinhos.

Outubro / Novembro

Neste mês, tendo em conta as indicações feitas para outubro, e quando a criação segue em pleno apogeu, se cuidará que as águas sejam frescas e que os alimentos não cheguem a fermentar, principalmente os brancos (pão com leite, etc.). Não devemos nos descuidar do fator higiene que é de suma importância a esta altura do ano, pois poderão aparecer piolhos e outros parasitos. Teremos que nos assegurar, também, que a noite os mosquitos não molestem os canários, pois estes visitantes noturnos trazem grandes transtornos.

Novembro / Dezembro

Estaremos na terceira postura ou ninhada, alguns na quarta. Observaremos, como nos meses anteriores o estado dos alimentos e dos bebedouros. Todos os pássaros devem estar protegidos do rigor do calor. Estaremos com os filhotes da primeira e segunda ninhadas nas voadeiras. Poremos atenção especial na prevenção contra piolhos para que não ataquem as fêmeas, que deverão estar extenuadas pelo esforço realizado.

De um modo sintetizado, analisamos as tarefas mais elementares de acordo com o mês calendário, os pormenores sobre acasalamentos, alimentação, preparação para exposições etc. etc. Boa sorte!!!



Fonte: artigo retirado da internet.

crosta língua

Crosta retirada com auxílio de uma pinça
Causas: A principal causadora é carência de vitamina A.
Sintomas: O pássaro apresenta dificuldade para alimentar-se, abrindo e fechando o bico constantemente. O pássaro passa a se alimentar menos e emagrece.
Tratamento: Quando a crosta esta se soltando com relativa facilidade, o que ocorre na medida em que vai perdendo sua flexibilidade, poderá ser removida com uma pinça. A remoção da crosta facilitará a alimentação do pássaro.
No local deve ser passado um cotonete embebido em Nistatina solução oral, uma vez ao dia, durante uma semana.
Há estudos que apontam para uma associação de infestação parasitária com o surgimento da Pevide, embora essa seja conseqüência indireta. É indicado exame de fezes para identificação de infestações verminóticas e coccidiose.
Prevenção: Dieta equilibrada e controle verminótico do plantel

AEROSACULITE

Sintomas: Respiração difícil e ruidosa com silvos pronunciados. Falta de vivacidade, o pássaro fica infértil e não canta.
Tratamento: Baytril ou Tylan 200 (1gota no bico), Linco Spectin, Oftcor (2gotas no bico), Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada.

POLAINAS DE CASCA NOS PÉS E NAS PERNAS

Aparecem sob a forma de cascas, parecendo uma bota ou cobertura, que cobre os dedos e toda a canela das aves, dificultando a articulação, e pode levar à atrofia e à paralisia dos movimentos do pé.
É provocada por ataque de ácaros e pela falta de higiene e de banho. Quando é muito grave, chega a forçar e prender a movimentação do anilho, que terá que ser retirado imediatamente para evitar-se a gangrana.
Como profilaxia deve-se manter a gaiola o mais limpa possível, notadamente os poleiros, e propiciar condições para que a ave tome banho todos os dias.
Na terapia, uma única vez, usar-se como tratamento tópico o seguinte procedimento: colocar o pássaro no contentor e banhar em água morna os pés e as canelas, para amolecer as cascas. Após isso, passar pomada que contenha bastante óleo e friccionar levemente com os dedos as áreas atingidas, até que o material da polaina se desprenda. Tomar todo o cuidado para não forçar e na pressa arrancar a pele. Em seguida cortar as unhas, se necessário, e passar pomada desinfetante, antibiótica, fungicida e inseticida.
É importante também que se pulverize periodicamente a ave doente com solução de algum inseticida/fungicida direcionando o jato para os pés.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A importância dos raios UV para as aves

Uma ave em cativeiro pode ficar privada da radiação UV. Os raios UV da luz do sol que entra pela janela são eliminados por vidros e cortinas. Além disso, as fontes normais de iluminação doméstica não emitem UV. A vida sem os raios UV para as aves seria como se os seres humanos vissem tudo a preto e branco ou pior. Sem UV algumas espécies de aves não conseguem diferenciar o sexo.
Exemplos:
As penas das aves refletem os raios UV. Esta reflexão da plumagem desempenha um papel na seleção sexual das aves.
As aves de cores escuras (ex: pássaro preto), que para os olhos humanos são negros, aparecerem aos olhos das aves com várias cores. Acontece o mesmo com as aves de cores brancas.
A percepção UV desempenha um papel significativo na seleção da comida. Alimentos com os raios UV ficam ainda mais chamativos aos olhos dos pássaros como os vermelhos são mais vermelhos e os verdes são mais verdes. Uma ave relutante a comer precisa dos raios UVA para estimular o seu apetite.
A saúde dos pássaros X raios UV
Sem uma fonte equilibrada de luz, o ciclo oculo-endócrino (luz para a glândula pineal e para a glândula pituitária) é afetado, alterando todos os aspectos da vida da ave. Uma iluminação inadequada pode provocar agitação, enfraquecimento, problemas respiratórios e metabólicos.
As aves necessitam da vitamina D3 para um desenvolvimento saudável do esqueleto, para isso os raios UVB são necessários para sintetizar a vitamina D3.
Muitas espécies podem sintetizar a vitamina D3 da luz solar através da pele. Como a pele das aves está coberta com penas, elas não podem utilizar a própria pele para o fazer. Na maioria das aves, a glândula uropigial (impermeabilizante para as penas) recolhe a pré-D3 do sangue, e acumulando-a nos óleos glandulares. Estes são depois expostos á radiação UVB quando a ave se limpa e cuida da plumagem. Mais tarde a ave ingere materiais expostos aos UV quando volta a limpar e a cuidar da sua plumagem, e o óleo entra no organismo como pré-vitamina D, sendo transformado em vitamina D3 pelo fígado e os rins.
Lâmpadas para pássaros
Na falta da luz natural existe a necessidade de adicionar a radiação UV artificial, encontrada em lâmpadas especiais para aves. Essas lâmpadas emitem raios de UVA e UVB suprindo as necessidades dos pássaros em cativo desde que usadas corretamente (ex: respeitando o período de luz diária). Alguns criadores devido à grande quantidade de pássaros em cativeiro ficam difíceis colocá-los para tomar sol todos os dias, daí a importância de investir em uma boa iluminação.
Existem algumas lâmpadas UV que não podem ser usadas para os pássaros:
As lâmpadas de iluminação doméstica não produzem raios UV e a maioria das lâmpadas domésticas inibem a cor natural da visão da ave.
Lâmpadas utilizadas para répteis podem causar cataratas e as usadas em  aquários não apresentam uma relação correta de vermelho/azul e também devem ser evitadas. (elas possuem raios UVB elevados).
Como deve ser o banho de sol?

Devemos dar a preferência pelo período da manhã, entre 8h e 9h. Uma saturação do tempo em exposição ao sol causa aos pássaros os seguintes sintomas:

Abertura do bico, aceleração do ritmo cardíaco, abertura dos ombros em relação ao corpo e desidratação.

Para maior segurança, coloque sobre a gaiola ou viveiro, um pano ou um papelão que cubra uma parte da área, oferecendo sombra, pois o pássaro saberá melhor do que nós a hora de abrigar-se. Lembrando de trocar a água de bebida após o banho de sol.

Obrigada!

M.V. Jacqueline Cremoneze

O Corte das Unhas

O corte das unhas nos pássaros deve ser feito quando estas se encontram excessivamente grandes a ponto de começarem a se enrolar.



Como cortar as unhas?
Se pega a ave e segurando-o firmemente, olham-se as unhas contra a luz. Ver-se-á que existe uma pequena veia dentro da unha. Localizando esta veia corta-se a uns 2 a 3 mm abaixo da veia. Tem que se ter o cuidado para não cortar este vaso sanguineo, pois poderá causar infecções ou até a morte do canário através de hemorragia. Caso acidentalmente isto ocorra cauterize o local com um palito de fósforo ainda quente, com uma faca ou coloque uma solução cicatrizante.


Bicos e Unhas

O grande problema das aves criadas em gaiolas é que o BICO CRESCE e as UNHAS TAMBÉM.
Em algumas espécies de aves os bicos crescem e existe a necessidade de CORTÁ-LOS. No desenho, você poderá ver que a parte de baixo do bico é sempre MENOR que a de cima e isso tem que ser RESPEITADO, pois caso contrário não conseguirão pegar o alimento.
O corte das unhas: A melhor forma é colocar a unha em frente a uma lâmpada acesa, para poder ver onde está o CANAL da unha, que é o local onde tem SANGUE. Isso serve para gato, cão, pombo e qualquer ave. Muito cuidado para não chegar perto do tal canal.

DICA: SE NÃO SOUBER ou não tiver coragem NAO CORTE! Simplesmente pegue a ave na mão, e lixe as unhas, é seguro e não causa dor nem sangramento!
Poleiros com lixa não funcionam, podem levar anos para lixar o que voce lixa em segundos com uma lixa normal de manicure.

Caso a unha esteja exageradamente crescida, corte uma parte segura e lixe o restante até que a unha fique no tamanho normal.  
O corte do bico: Quando o bico fica muito grande, o corte pode ser feito com alicate de cutícula e sempre em "V", conforme coloquei no desenho. Pode cortar a ponta, pois não é vascularizada. O corte em “V” é para não rachar o bico.

Dr. Luiz Celso Didone de Freitas

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Desinfecção de Gaiolas e Viveiros

COMO DEVEMOS PROCEDER?

Em qualquer tipo de criação em que tenhamos animais aglomerados ou confinados, devemos sempre lembrar que a disseminação de enfermidades é facilitada.

Para tanto, devemos estar sempre alertas e limpar as gaiolas e viveiros, diariamente.

A limpeza diária com a remoção das fezes, água e restos de alimentos faz-se obrigatório, mas devemos nos ater ao fato que, assim que houver uma mortalidade inexplicável ou qualquer sintoma de doença, obrigatóriamente isolamos a ave e procedemos à desinfecção da gaiola ou viveiro.

Os melhores desinfetantes para criatório de aves, são aqueles à base de amônia quaternária e glutaraldeído, desde que, respeitemos as diluições indicadas pelo fabricante.

É importante salientar que, estes produtos não atuam sobre a matéria orgânica, ou seja, sobre fezes, restos de alimentos, etc. Neste caso é indispensável que antes da aplicação dos mesmos, façamos uma boa limpeza com água sob pressão, só assim teremos uma melhor eficácia dos produtos.

Existem alguns tipos de enfermidades, como as parasitárias, por exemplo, que não são eliminadas com o uso de desinfetantes, pois, possuem uma forma de sobrevivência no ambiente que são os cistos ou ovos. Para este tipo de problema, é importante o uso da vassoura de fogo e o descanso das instalações.
Lembrete: As aves são animais bastante sensíveis e frágeis, e para tanto, devemos tratá-las com atenção e carinho, mas nunca descuidar de sua saúde

Alimentação das Aves em Cativeiro

A alimentação é o aspecto mais importante para se manter aves em cativeiro.
Podemos dividir as aves em grupos na dependência do tipo de alimentação:
Insetívoras – comem insetos
Frugívoras – comem frutas
Granívoras – alimentam-se de sementes
Carnívoras – alimentam-se de carne
Piscívoras – alimentam-se de peixes e crustáceos.

Em vida livre as aves podem usufruir de vários alimentos, ou seja, ora são frugívoras ora são insetívoras.
Quando estão em cativeiro, a história é outra, ou seja, existem restrições provocadas pela própria criação.
A principal delas, é quando no criatório existe uma grande variedade de espécies de aves, exigindo que a alimentação seja de fácil administração, para diminuir o trabalho, mas que nunca deixe de ser adequada.
Na realidade, nem sempre é isto que acontece, ou seja, a tendência é homogeneizar o alimento para facilidade de manejo, colocando poucas variações alimentares específicas para cada espécie.
Têm-se observado que, em cativeiro as aves percebem mais a cor dos alimentos do que o cheiro. Com isso, selecionam ingerindo os alimentos mais coloridos e os grãos e pedaços maiores.

Para que os criadores fiquem bem orientados com relação a nutrição das aves em cativeiro, passaremos a seguir, algumas dicas para que haja uma certa harmonia ao se administrar alimento a essas aves:
1 – Os alimentos devem ser frescos e a temperatura ambiente
2 – Aves com fome não selecionam os alimentos deteriorados, deglutindo e passando mal posteriormente à ingestão. Selecionar bem os alimentos!
3 – Não colocar sementes em vasilhas fechadas. Quando o fizer, revolvê-las constantemente.
4 – Não estocar em casa alimentos por mais de 30 dias, pois há riscos de contaminações por micotoxinas.
5 – As aves que estão doentes devem receber alimento de fácil apreensão.
6 – Água de torneira muito clorada provoca gastrite. Deixar evaporar o cloro antes de administrar as aves.
7 – Rações devem ter uma granulometria homogênea, pois a aves tendem a selecionar os grãos maiores.
8 – Verduras devem ser deixadas de molho em solução de cloro ou vinagre por 30 minutos antes de serem fornecidas .
9 – O armazenamento correto de alimentos é fundamental para manutenção de uma boa alimentação das aves. Devemos manter as condições de temperatura, higiene, rotatividade dos estoques e ventilação, para garantir o prazo de validade.
10 – Frutas e legumes devem ser comprados diariamente, para serem fornecidos frescos.
11 – Quando do uso de farinhadas, nunca deixe a farinhada úmida passar a noite, principalmente aquelas que levam ovos cozidos ou milho fresco.
12 – As cantaxantinas são administradas principalmente na alimentação dos canários, e como é dado de forma artificial, é desaconselhável o excesso, pois é eliminado nas fezes, e só faz aumentar o custo da criação. Dose recomendada é de 6 gramas por quilo de farinhada.
Existem muitos detalhes que devem ser observados na nutrição das aves em cativeiro, procuramos enumerar as mais importantes, e desejamos a todos uma boa criação com muito sucesso!!


M.V. Maria Célia Monteiro

Qual gaiola devo usar para criar

A gaiola ideal para a criação de canários é justamente uma gaiola chamada de ‘Gaiola Criadeira’ você pode comprar uma em qualquer loja ou petshop. Um detalhe importante é utilizar uma gaiola que tenha os comedouros e bebedouros para o lado de fora da gaiola, para assim evitar colocar a mão dentro da gaiola evitando assustar o casal. A gaiola deverá ter uma grade de separação para que quando os filhotes completarem 1 mês sejam separados do casal, que já estará pensando em acasalar novamente.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Muda de penas

Embora sejam muito resistentes, as penas com o tempo começam a perder o brilho e desgastar e precisam ser trocadas.A muda é um processo normal na vida das aves, relacionado a fatores biológicos ligados aos hormônios produzidos pela tireóide.
A muda ocorre todos os anos e inicia-se após a época de cria,(năo deve permitir que procriem até a época em que antecede a muda). Se o pássaro foi bem alimentado irá mudar facilmente e năo passará de 6 a 8 semanas.Nesta época a ave pode perder totalmente as penas ao mesmo tempo, mantendo sempre uma razoável quantidade para cobrir e proteger o corpo e voar.Se a temperatura estiver elevada muito quente irá antecipar a muda do canário, mas terminará mais cedo. Em climas moderado e frescos ela atrasa um pouco.
É recomendado fornecer ao pássaro a dieta correta para esta ocasiăo, uma alimentaçăo rica em cálcio (osso de ciba), casca de ovo, vegetais, uma mistura de grăos com maior quantidade de óleo e uma farinhada com ovo. Na água de beber será trocada diariamente e poderá acrescentar algumas gotas de complexos vitamínicos que contenha ferro.
Nos adultos a troca de pena: rabo, asas, e demais penas inicia-se do centro para as extremidades, nas asas a muda ocorre simultaneamente, no corpo ocorre a muda quase por inteiro, terminando na cabeça.
As penas caem naturalmente e devagar sendo que quase nem se percebe que o pássaro está na muda; se o pássaro voar com dificuldades, começar a aparecer a pele isto năo é normal, e pode ter sido causado pela má alimentaçăo ou outras causas.
Banhos de sol pela manhă (8 as 9 horas) ajudam bastante na muda, manter as gaiolas limpas, evitando que o pássaro fique em correntes de ar, fornecer banheiras com água limpa para banhos.
          
A muda nos filhotes

Os filhotes nascem pelados com uma finíssima plumagem, e aos poucos văo aparecendo as penas e quando saem do ninho já estăo empenados por inteiro. Os filhotes também mudam de pena em torno do terceiro ao quarto męs de vida, o que chamamos de muda de ninho, que é, o pássaro apenas muda as penas do peito e cabeça, as penas das asas e rabo só mudaram no próximo ano.

Mudas precoces

As mudas precoces săo consideradas aquelas em que as penas săo trocadas fora da sua época normal: bruscas mudanças de ambiente, temperatura, sustos, acordar as aves durante o seu sono e entre outros fatores, săo causadores de uma muda precoce. Um pássaro nestas condiçőes é um pássaro triste e sempre esta encorujado (embolado), o pássaro năo canta. Devemos trata-los muito bem, administrando algumas vitaminas para tal e evitar o máximo em incomodar as aves.

macho ou femea

Está pergunta é a que mais se faz ouvir em época de exposição ou a que antecede a formação de casais.
É uma situação difícil, porque nem sempre o exemplar se apresenta em condições normais, esta magro, devido a uma deficiência alimentar ou se esta restabelecendo de algumas infecções, neste caso todas as barrigas são iguais.
O procedimento mais comum é soprar as penas do abdomen e verificar se a barriga for pequena, curta, com o espigão já virado para cima será macho, comprida na forma de um charuto estamos diante de uma fêmea.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

BRONQUITE OU TRANQUEITE

Causas: Correntes de ar, aves em local de ar não renovado, bruscas mudanças de temperaturas.
Sintomas: A ave perde o apetite, narinas obstruidas, bico aberto, rouquidão e catarro, a ave não canta e fica agitada.
Tratamento: Colocar a ave separada numa temperatura de 30o e administrar antibióticos e vitaminas A e D e aviobitina na água de beber.

ASPERGILOSE RESPIRATÓRIA

ASPERGILOSE RESPIRATÓRIA
Causas: Parasito ou fungo de alimentos semi deteriorados.
Sintomas: As aves parecem estar suadas, fezes esverdeadas, Movimento de cauda acompanhando a respiração, abrir e fechar do bico com muita freqüência. A respiração em alguns casos é bastante ruidosa.
Tratamento: Não há tratamento satisfatório com medicamentos especifícos, contudo, algum, resultado pode ser conseguido com NF 180 (2 g para 1 kl farinhada seca) e complexo vitamínico para melhorar a resistência. De qualquer forma a cura pode ser tentada com Ancotil na dosagem de 120 a 250 mg por quilo de farinhada seca, oferecida durante 3 dias.
  

ASMA

Causas: Poeira, friage, alimentos condimentados, gaiolas sujas, mudanças no clima e mal ventilação do criadouro.
Sintomas: Respiração difícil acesso asmático freqüente e ofegante. Em casos muito graves imobilidade, olhos entreabertos, penas soltas respiração acelerada intermitente com emissão de pequenos gemidos.
Tratamento: Eliminar frio, vento, poeira, úmida, colocar a ave em gaiola com temperatura de 30o, na hora da crise administrar gotas de adrenalina a 1./10.000, e antibióticos e tônicos. Baytril ou Tylan 200 (1gota no bico), Linco Spectin, Oftcor (2gotas no bico), Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada

AEROSACULITE

Sintomas: Respiração difícil e ruidosa com silvos pronunciados. Falta de vivacidade, o pássaro fica infértil e não canta.
Tratamento: Baytril ou Tylan 200 (1gota no bico), Linco Spectin, Oftcor (2gotas no bico), Reforçar a alimentação adicionando vitaminas na farinhada.

ÁCAROS VERMELHOS

Causas: Parasita Dermanysus gallinae. Este parasitas causam grandes problemas na reprodução são os chamados piolhos vermelhinhos, só apresentam esta cor vermelha quando estão cheios de sangue, caso contrário sua cor é pardo-acinzentada.
Sintomas: Estes ácaros ao dia se escondem nas ranhuras dos poleiros, molas das portas e buracos na parede ou teto, ataca as aves a noite, as aves não param de se bicar tentando tirar os ácaros.
Tratamento: Pulverize poleiros, molas e paredes com um inseticida spray à base de piretina, nas aves pode-se borrifar inseticida spray SBP, as paredes podem ser pintadas com a cal virgem.
 

ÁCAROS DAS PENAS

Causas: Parasita Syrongophilus bicectinata.
Sintomas: As penas apresentam-se caídas e é possível percebe-los como pequenos traços escuros entre as bárbulas. Para verificar se a ave está sendo atacada por ácaros, pegue-a e observe sua asa aberta contra a luz.
Tratamento: Pegue a ave, abra a asa e pulverize uma única vez com inseticida à base de piretina numa distância de uns 30 cms.